Dear Dilma Rousseff…

Nieuws | de redactie
19 november 2012 | How does Brazil do it: invest 15% of gas and oil revenues in education and integrate the least favoured students in the best universities? Dutch universities are on a mission to learn.

On an educational mission to Brazil with the Crown Prince and his wife Princess Maxima, dr. Susana Menéndez (Member of the Board of the The Hague University of Applied Sciences) praises the Brazilian President for het vision on education and the knowledge economy.

It is that vision through which Brazil invests at least 15% of its paridly expanding oil and gas revenues in education and research and which gives the courage to use affirmative action in higher education so that more equality will be created in Brazilian society.

Here you find the open letter dr. Susana Menéndez wrote to the President of Brazil:
 

Prezada Dilma Rousseff, presidente do Brasil,

Digo isso francamente: tenho grande admiração pela senhora. E não ou a única. Pois provavelmente não é do seu conhecimento, mas a ScienceGuide.eu holandesa a colocou entre os primeiros 10 ‘líderes mais proeminentes e inspiradores na área do conhecimento e ensino superior’. E isso foi merecido.

Em primeiro lugar graças ao seu novo programa de bolsas ‘Ciência sem fronteiras’ (‘Science without Borders’). Este programa torna possível para cem mil estudantes brasileiros seguir uma parte do estudo no estrangeiro. Certamente para uma forte economia emergente como o Brasil, é importante que os futuros trabalhadores adquiram experiência no estrangeiro, pois a economia, o comércio e a produção estão se tornando cada vez mais
internacionais.

O que merece muito elogio é o fato de que a senhora investirá pelo menos quinze por cento das receitas do petróleo e gás brasileiros no ensino superior e em investigação. Com este investimento – de muitos bilhões – a senhora está dando o primeiro passo na substituição de fatores de produção esgotáveis como o petróleo e o gás pelo mais importante fator de produção do futuro: uma população economicamente ativa bem instruída. A senhora fará do Brasil um país que possa denominar-se realmente uma sociedade do conhecimento, com todas as vantagens econômicas e sociais que isso implica. 

No entanto, o mais importante, o mais visionário, na sua política é o seu enorme programa de discriminação positiva (no seu país isso se chama ‘ação afirmativa’). Com este  programa, a senhora obriga as excelentes universidades públicas do seu país a aceitar a metade do fluxo de estudantes de escolas públicas. Com o que a senhora, portanto, obriga as universidades a aceitar estudantes procedentes de setores desfavorecidos. A aceitar estudantes de setores da população que vivem em situação de pobreza, nas favelas das grandes cidades.

Esta política de discriminação positiva é um passo enorme na introdução de maior igualdade na sociedade brasileira – um objetivo pelo qual a senhora está lutando há já muito tempo. Trata-se de um passo importante para uma sociedade mais igualitária que já não seja dominada pelo grupo seleto de privilegiados. Um grande passo para um país de bem-estar, honesto e social.

No entanto, nesta discriminação positiva as suas universidades se verão confrontadas com algumas questões. Como elas adaptarão o seu ensino a este novo grupo de estudantes? Isto é importante, porque se trata de jovens com antecedentes diferentes aos dos estudantes tradicionais, de jovens aos quais o ensino não está adaptado. Jovens que gozaram de uma instrução diferente à do fluxo de estudantes tradicionais. E supondo que as universidades tenham sucesso no atendimento de todos estes grupos, como elas
manterão ao mesmo tempo a qualidade do seu ensino – dos estudantes que se formam?

Isto são questões com que nós, da escola ‘De Haagse Hogeschoo’l nos ocupamos. Em alguns casos já formulamos uma parte de uma resposta. Em outros casos ainda estamos à procura de esclarecimento. Este processo é algo com que também as suas universidades se verão confrontadas. E nós, como ‘De Haagse Hogeschool’, gostaríamos de estar estreitamente envolvidos nisso. Não para dizer como é preciso agir, mas para atuarmos conjuntamente,
compartilhar as nossas experiências e para chegarmos juntos a um maior nível de conhecimento sobre isso, pois provavelmente podemos aprender da mesma forma com a vossa experiência que vocês com a nossa.

Aproveitarei também a próxima missão comercial ao seu país, em meados de novembro, para estabelecer o maior número de contatos possível com instituições na área do ensino superior no seu país. Nós podemos realmente significar algo um para o outro. E para ser sincera: também quero estar presente na primeira fileira junto aos importantes desenvolvimentos que a senhora impulsionou.

Alegro-me de antemão com a nossa visita,

Atenciosamente,

Susana Menéndez 
Membro do Conselho de Administração da De Haagse Hogeschool


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